Tarifa e contrato
Quanto custa a energia elétrica para uma empresa
Resposta rápida
Não existe um preço único de energia para empresas, porque a conta final depende de pelo menos quatro fatores: o consumo, a demanda contratada, a modalidade tarifária escolhida e a carga de tributos sobre tudo isso. Duas empresas com o mesmo consumo em quilowatts-hora podem pagar valores bem diferentes se um dos contratos estiver mal ajustado.
O grupo tarifário também muda a conta. Empresas de alta tensão, do Grupo A, pagam demanda separada do consumo e têm acesso ao mercado livre. Empresas de baixa tensão, do Grupo B, pagam uma tarifa única, mais simples, mas com menos margem de negociação. Aqui explicamos o que pesa em cada caso, sem prometer um número fechado, porque isso só sai de uma análise da fatura real.
O que compõe o preço da energia
O valor final soma a energia consumida, o uso da rede de distribuição, a demanda contratada quando existe, as bandeiras tarifárias do mês e os tributos, com o ICMS como o mais pesado deles. Nenhum desses itens é fixo: todos variam conforme o contrato, a região e o momento.
Por que o preço varia tanto de empresa para empresa
O enquadramento tarifário errado, uma demanda contratada mal dimensionada ou um fator de potência baixo encarecem a conta sem que o consumo real tenha mudado nada. Some a isso a distribuidora de cada região, que tem tarifas próprias aprovadas pela ANEEL, e fica mais fácil entender por que duas empresas do mesmo setor pagam valores tão diferentes.
Grupo A e Grupo B: como o custo muda
| Característica | Grupo A (alta tensão) | Grupo B (baixa tensão) |
|---|---|---|
| Cobrança de demanda | Sim, contratada à parte | Não existe |
| Modalidade tarifária | Verde ou Azul, à escolha da empresa | Tarifa convencional única |
| Acesso ao mercado livre | Sim, desde 2024, para todos os consumidores | Ainda não |
| Perfil típico | Indústria, hospital, universidade, grande comércio | Comércio e serviços de menor porte |
Mercado regulado e mercado livre pesam diferente
No mercado regulado, o preço da energia segue a tarifa da distribuidora e sobe com as bandeiras vermelhas. No mercado livre, a empresa negocia o preço direto com uma comercializadora, o que costuma trazer previsibilidade maior para quem tem consumo alto. A conta de fio, cobrada pela distribuidora, continua existindo nos dois casos.
Como saber quanto a sua empresa paga de fato
O único jeito de saber o custo real, e não uma média genérica de mercado, é olhar a fatura da própria empresa em detalhe: consumo, demanda, fator de potência e tributos, mês a mês. A Nexo Energy faz essa leitura de graça, com apoio da NexIA e validação de um engenheiro, antes de falar em qualquer valor de correção.
Perguntas frequentes
- Existe uma tabela de preço da energia para empresas?
- Não de forma direta. A distribuidora publica tarifas por modalidade e grupo, mas o custo final da empresa depende de demanda, fator de potência e tributos, que variam contrato a contrato.
- Empresa do Grupo A paga mais que empresa do Grupo B?
- Não necessariamente por unidade de energia. O Grupo A tem itens a mais, como demanda contratada, mas também tem acesso ao mercado livre, que pode reduzir o preço da energia.
- O preço da energia muda ao longo do ano?
- Sim, por causa das bandeiras tarifárias, que refletem o custo de geração no país mês a mês, e de reajustes anuais aprovados pela ANEEL para cada distribuidora.
- Dá para saber quanto minha empresa vai pagar antes de assinar um contrato novo?
- Dá, mas exige simular com os dados reais de consumo e demanda da empresa. Estimativas genéricas costumam errar bastante.
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