Mercado livre
Passo a passo para migrar para o mercado livre de energia
Resposta rápida
A migração para o mercado livre segue seis etapas: confirmar a elegibilidade da unidade, reunir o histórico de consumo, auditar a fatura atual, simular cenários com diferentes fornecedores, fechar o contrato de energia e formalizar a adesão junto à distribuidora e à CCEE. Do início ao fim, o processo costuma levar alguns meses, sem interromper o fornecimento em nenhum momento.
O erro mais comum é pular a auditoria da fatura e ir direto para a cotação de preço. Isso leva demanda mal contratada e fator de potência baixo para dentro do novo contrato, dois problemas que continuam custando dinheiro depois da migração porque ficam na parte de rede, não na de energia. Corrigir isso antes deixa a simulação de economia mais próxima da realidade.
Quando começar o processo
O ideal é começar a estudar a migração de três a seis meses antes da data em que o novo contrato deve valer, principalmente se a empresa ainda tem um contrato de fornecimento em vigor com a distribuidora ou com outro fornecedor. Isso dá tempo de auditar a fatura, simular cenários e negociar com calma, sem a pressa que costuma gerar contrato ruim.
Levantamento do histórico de consumo
O ponto de partida é reunir pelo menos 12 meses de faturas, para enxergar como o consumo varia entre estações e identificar picos de demanda. Esse histórico é o que qualquer fornecedor ou comercializadora vai pedir para montar uma proposta de contrato.
Auditoria da fatura antes de migrar
Antes de sair cotando preço no mercado livre, vale corrigir o que já está errado na fatura atual: modalidade tarifária, demanda contratada e fator de potência. Migrar com esses pontos ajustados evita levar um problema antigo para dentro do contrato novo.
Escolha do fornecedor ou comercializadora
Com o histórico de consumo em mãos, a empresa consegue simular propostas de diferentes geradores e comercializadoras. Vale comparar preço, prazo, forma de reajuste e como cada contrato trata as diferenças entre consumo previsto e consumo real.
Contrato e formalização da adesão
Fechada a escolha, a empresa assina o contrato de compra de energia e, quando for o caso, o de representação junto à comercializadora. A formalização junto à distribuidora e à CCEE segue prazos próprios, e é essa etapa que efetivamente muda a empresa de ambiente de contratação.
Acompanhamento depois da migração
Depois de migrar, vale acompanhar se o consumo real está de acordo com o volume contratado, para evitar cobranças por diferença. Um bom acompanhamento também mostra se, no futuro, vale renegociar o contrato ou trocar de fornecedor.
Passo a passo para migrar para o mercado livre de energia
As etapas para sair do mercado cativo e migrar para o mercado livre de energia, do estudo inicial à adesão formal.
- 1
Confirme a elegibilidade
Verifique se a unidade é atendida em alta tensão, o Grupo A, condição para migrar hoje.
- 2
Reúna o histórico de consumo
Junte pelo menos 12 meses de faturas para mostrar o comportamento real de consumo e demanda.
- 3
Audite a fatura atual
Corrija tarifa, demanda contratada e fator de potência antes de levar esses números para o contrato novo.
- 4
Simule propostas de fornecedores
Compare preço, prazo e regras de reajuste de diferentes geradores ou comercializadoras.
- 5
Feche o contrato de energia
Assine o contrato de compra e, se for o caso, o de representação com a comercializadora escolhida.
- 6
Formalize a adesão
Conclua os trâmites junto à distribuidora e à CCEE, respeitando os prazos, sem interrupção no fornecimento.
Perguntas frequentes
- Quanto tempo leva para migrar para o mercado livre de energia?
- Do início do estudo até a adesão formal, costuma levar alguns meses. O prazo depende do contrato de fornecimento atual e dos trâmites junto à distribuidora e à CCEE.
- Preciso auditar a fatura antes de migrar?
- É altamente recomendável. Migrar sem corrigir demanda mal contratada ou fator de potência baixo leva esses problemas para o contrato novo, reduzindo a economia esperada.
- A migração corta o fornecimento de energia?
- Não. A transição é planejada para não interromper o fornecimento em nenhum momento, mesmo durante a troca de fornecedor.
- Posso migrar sozinho ou preciso de uma empresa especializada?
- É possível conduzir sozinho, mas a análise técnica da fatura e a negociação com fornecedores costumam render mais com apoio de quem já fez esse processo antes.
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