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Como economizar energia na indústria alimentícia: fornos, motores e frio
Resposta rápida
A indústria alimentícia puxa energia dos dois extremos: fornos, estufas de secagem e processos de cocção consomem bastante calor de um lado, e câmaras de resfriado e congelado precisam ficar ligadas o tempo todo do outro, pra manter a cadeia do frio do produto. No meio disso, motores de esteira, moedor, embaladeira e compressor de frio rodam a fábrica inteira e derrubam o fator de potência. A demanda contratada raramente acompanha os picos de produção que aparecem na safra ou em datas comemorativas, como Natal e Páscoa.
Boa parte da correção fica fora da linha de produção: ajustar a demanda ao pico real, corrigir o fator de potência com banco de capacitores, escolher a modalidade tarifária certa e, pra quem tem consumo alto e ciclos de produção previsíveis, migrar pro mercado livre. Cada fábrica tem uma combinação diferente desses fatores, e é a leitura da fatura que mostra qual pesa mais no seu caso, sem precisar parar nenhuma linha pra descobrir.
Fornos e processos térmicos consomem no seu próprio ritmo
Forno, estufa de secagem, pasteurizador e etapas de cocção consomem energia elétrica diretamente ou têm motores auxiliares grandes de ventilação e exaustão associados. Quando vários desses processos rodam ao mesmo tempo, num turno de pico de produção, formam um dos maiores picos de demanda da fábrica.
A cadeia do frio não pode parar
Câmaras de resfriado e congelado funcionam 24 horas por dia pra manter a cadeia do frio do produto, formando um consumo de base que nunca cai a zero. Os compressores dessas câmaras também são uma fonte constante de energia reativa na instalação.
Motores de linha derrubam o fator de potência
Esteiras, moedores, embaladeiras e compressores de frio consomem energia reativa o turno inteiro. Quando o fator de potência cai abaixo de 0,92, a distribuidora cobra o excedente todo mês. Um banco de capacitores dimensionado pra essa carga combinada de produção e frio resolve sem interromper a linha.
Safra e datas comemorativas mexem com a demanda
Períodos de safra e datas como Natal e Páscoa concentram picos de produção em poucas semanas do ano. Um contrato de demanda pensado pela média anual fica defasado nesses períodos, gerando multa de ultrapassagem, ou então fica caro o resto do ano se for dimensionado pelo pico da safra. Olhar o histórico completo de 12 meses evita as duas situações.
Mercado livre pra quem tem produção previsível
Fábricas com consumo alto e ciclos de produção relativamente conhecidos costumam se beneficiar bem do mercado livre de energia. Indústrias do Grupo A podem migrar desde 2024 e contratar o preço da energia direto, saindo da exposição às bandeiras tarifárias.
Por onde começar a correção
Em algumas fábricas, o forno pesa mais na conta. Em outras, é a câmara fria ou a demanda sazonal da safra. A leitura da fatura, junto com o perfil de produção, mostra a prioridade certa pra cada operação. O diagnóstico inicial da Nexo Energy é gratuito e aponta esse caminho antes de qualquer investimento.
Perguntas frequentes
- Forno ou câmara fria pesa mais na conta da indústria alimentícia?
- Varia conforme o processo de cada fábrica. A leitura da fatura junto com o perfil de produção mostra qual dos dois pesa mais no seu caso.
- Dá pra corrigir a energia sem parar a produção?
- Dá. A maior parte da correção é de contrato e tributo, e o banco de capacitores é instalado sem interromper a linha de produção.
- Picos de produção na safra atrapalham o contrato de demanda?
- Podem atrapalhar, se o contrato não considerar esses picos. Olhar o histórico completo de 12 meses evita pagar demanda ociosa o resto do ano ou multa de ultrapassagem na safra.
- A indústria alimentícia pode migrar pro mercado livre?
- Pode, se for Grupo A, desde 2024. Consumo alto e ciclos de produção previsíveis costumam favorecer bastante essa migração.
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